Aos poucos, produção brasileira começa a ganhar espaço no exterior. Produto reciclado custa cerca de 20% menos que o original.

Em uma década, a reciclagem de garrafas pet no Brasil triplicou. Agora, além de abastecer o mercado interno, o plástico reaproveitado nacional está ganhando espaço no mercado internacional.

As garrafas pet que saem caro à paisagem das grandes cidades são as mesmas que viram dinheiro em fábricas de reciclagem, onde as máquinas trituram o desperdício, removem a sujeira e devolvem à sociedade mais do que pedaços de plástico.

Quando não recicladas, as garrafas pet levam cem anos para serem absorvidas pelo meio ambiente.

Exportação

O alívio para o meio ambiente é também sinônimo de lucro para empresas que exportam a produção. Segundo um empresário do setor, a principal aplicação para o produto está na indústria têxtil.

As garrafas pet viram fibra para a indústria têxtil da Europa e da América do Sul em uma empresa do interior de São Paulo. Como o custo de produção é menor, o pet reciclado custa menos do que o original. Hoje, a diferença chega a 20%.

Essa vantagem para a indústria que usa a matéria-prima é o que explica a expansão da reciclagem de pet no Brasil. Foram 194 mil toneladas em 2006. Em dez anos, a taxa de reaproveitamento passou de 16% para 51%.

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